Da rejeição ao crescimento: a web como canal de compra de alimentos

O brasileiro já se acostumou a fazer compras pela internet e as categorias de eletrônicos, artigos farmacêuticos e de uso pessoal são as que lideram as vendas do e-commerce. Por outro lado, o setor de supermercados vem obtendo um crescimento considerável, que vem superando os indicadores, segundo o relatório SpendingPulse publicado pela Mastercard. Isso faz parte da mudança de comportamento do consumidor, que antes tinha uma rejeição muito alta por esse tipo de canal para compra de alimentos.

De acordo com o levantamento Life Insights – Food Report, feito pelo Minha Vida, as compras de alimentos pela internet aumentaram 30%. A web vem se tornando atraente pela facilidade de comparação de preço, já que 16% possuem esse hábito ao adquirir alimentos na internet. O cenário é favorável tanto aos grandes players, que já atuam em vendas de outras categorias, como startups de comparativos de preços ou mercados de bairros.

Case
O Carrefour iniciou a venda de alimentos pela internet no Brasil, por meio do aplicativo “Meu Carrefour”. A ferramenta será o principal meio de expansão do negócio online de varejo alimentar do grupo no país neste momento. Os clientes poderão baixar o APP para receber ofertas da loja e, com a evolução do sistema e ampliação da base de dados e informações do aplicativo, passarão a ter ofertas personalizadas, segundo perfil do consumidor.

Será feito um trabalho nas lojas, com divulgação da ferramenta, para tentar levar consumidores de pontos físicos para o uso do digital. A venda on-line de alimentos passará a ser feita apenas pelo aplicativo e a entrega será, inicialmente, apenas em 200 bairros nas zonas Central, Sul e Oeste de São Paulo. Neste início de projeto, não haverá venda de itens alimentícios pelo site oficial da empresa. A novidade faz parte da estratégia de retomada da liderança no mercado. Em 2016, o grupo Carrefour voltou a trabalhar o e-commerce apenas para venda de eletrônicos.

 

 Fonte: Mundo do Marketing

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